Semagro entrega licença de operação para usina inédita movida a biomassa de eucaliptos

Com informações de SEMAGRO

A Semagro (Secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) entregou a Licença de Operação à Eldorado Brasil para início das atividades da usina termoelétrica Onça Pintada, movida a biomassa de eucalipto e instalada em Três Lagoas.

A licença emitida pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de MS) certifica o cumprimento da legislação ambiental vigente, que inclui monitoramento das emissões atmosféricas, além de resíduos sólidos e ruídos e foi entregue pelo secretário Jaime Verruck e o diretor-presidente do Imasul, André Borges. O projeto é inédito no Brasil por utilizar tocos e raízes dos eucaliptos colhidos para a fabricação de celulose.

“Este é um investimento inovador e inédito e está dentro da linha estratégica de desenvolver energias renováveis em Mato Grosso do Sul. Vamos produzir e vender energia elétrica através da biomassa de eucalipto, transformando os subprodutos de um produto que já tem grande importância para o o Estado”. afirma o secretário Jaime Verruck.

A usina termoelétrica tem capacidade de produzir energia suficiente para abastecer uma cidade de 700 mil habitantes. Primeiro empreendimento da Eldorado Brasil na área de energia, a unidade recebeu R$ 400 milhões em investimentos próprios e funciona dentro do complexo da fábrica de celulose da Eldorado Brasil, em Três Lagoas. A planta terá capacidade para gerar 432 mil MegaWatts de energia por ano.

“Este é um projeto absolutamente inovador e com a capacidade de promover renovação no setor florestal brasileiro, implicando a realização de investimentos e a criação de milhares de empregos por todo o país”, avalia Carlos Monteiro, diretor industrial da Eldorado Brasil. “Com a ativação da usina, a Eldorado Brasil passa a ter um ciclo de 100% de aproveitamento do eucalipto, que ela mesma planta, e reitera seu papel de excelência na economia verde”, conclui.

Atualmente, a Eldorado Brasil já é autossuficiente do ponto de vista energético, pois usa resíduos do processo de fabricação da celulose como fonte de energia para abastecer seu parque fabril. Com a nova usina, a empresa passa a ofertar 100% limpa e sustentável ao sistema elétrico nacional, via Ambiente de Contratação Regulado (ACR), em contrato gerenciado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

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