Ex-juiz federal Witzel sofre impeachment e não é mais governador do Rio de Janeiro

Com informações do Jornal O Globo e Poder360

O Tribunal Especial Misto (TEM) julga, nesta sexta-feira (30), o pedido de impeachment do governador afastado do Rio, Wilson Witzel. O deputado estadual Alexandre Freitas (Novo), sétimo a votar, também foi o sétimo a a favor da procedência de parte das acusações contra Witzel. Com isso, pela primeira vez na História do Rio de Janeiro, o processo de impeachment é consumado contra um governador, por mais que ainda faltem 3 votos – da deputada Dani Monteiro (PSOL) e das desembargadoras do TJRJ Inês da Trindade e Maria da Glória Bandeira de Mello.

Após o fim da votação acerca das acusações, se nenhum dos membros do júri mudar o seu voto, outra votação do TEM decidirá o tempo que Witzel ficará impedido de ocupar cargos públicos – com prazo máximo de cinco anos.

O primeiro voto lido na sessão foi o do relator do processo, o deputado Waldeck Carneiro (PT), que pediu a condenação do governador por crime de responsabilidade. Carneiro também defendeu que o acusado seja impedido de ocupar qualquer função pública por cinco anos. Até o momento, são 7 votos a 0: um do relator, os dos desembargadores José Carlos Maldonado, Teresa Castro Neves e Fernando Foch, e os dos deputados Carlos Macedo (Republicanos), Chico Machado (PSD) e Alexandre Freitas (Novo).

O julgamento foi iniciado no Tribunal de Justiça do Rio sem a presença de Witzel, e por volta de 9h30. O governador afastado informou a imprensa que vai acompanhar a votação da sua casa. Ele é acusado de crime de responsabilidade por seu suposto envolvimento em fraudes na compra de equipamentos e celebração de contratos durante a pandemia da Covid-19.

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