Anunciada no domingo, Superliga Europeia não suportou pressão e debandada de clubes

Menos de 48 horas depois de ter sido anunciada no domingo, a Superliga de futebol que começou com 12 grandes times europeus, viu seu declínio começar na terça-feira (20) e nesta quarta (21) emitiu nota de que irá reconsiderar os próximos passos e reformular o projeto, o documento ainda diz que os clubes ingleses foram pressionados a deixar a mais nova liga do continente.

A Superliga de futebol foi anunciada no último domingo (19) causando um alvoroço no mundo esportivo internacional, o motivo? A presença dos doze maiores clubes europeus em uma liga que na prática, é um claro protesto contra a Liga dos Campeões da UEFA (União das Federações Européias de Futebol). Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham, da Inglaterra; Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, da Espanha; e Inter de Milão, Juventus e Milan, da Itália faziam parte do lançamento inicial e a entidade recém criada divulgou que aguardava a confirmação de mais três participantes, que nem chegaram a ser divulgados, para fechar a lista de 15 times fundadores.

A iniciativa motivou diversas reações ao redor do mundo, a maioria delas com duras criticas ao projeto que, segundo a UEFA é “cínico, fundado no auto-interesse de poucos clubes num momento em que a sociedade precisa de solidariedade, mais do que nunca”.  Para a UEFA, esses clubes “foram longe demais”. Já a FIFA (Federação Internacional de Futebol) disse que “só pode desaprovar uma Liga Europeia fechada e dissidente fora das estruturas do futebol”, porém complementou estar “firmemente posicionada em favor da solidariedade no futebol e de um modelo de redistribuição justo”.

Após o anúncio, jogadores, dirigentes, técnicos e torcedores foram as redes sociais se posicionar sobre o assunto, a maioria deles contra o projeto. O elenco do Liverpool, por exemplo, divulgou um texto no qual deixa claro que é contrário à participação no torneio. O Lateral do United, Luke Shaw reiterou que torcedores e atletas precisam ser ouvidos. Capitão do City, De Bruyne seguiu a mesma linha.

Nesta terça-feira devido a dimensão da repercussão negativa seis clubes ingleses anunciaram a saída da recém criada Superliga. Manchester United, Arsenal, Liverpool, Tottenham, Chelsea e Manchester City disseram em suas notas oficiais basicamente que a posição de suas torcidas, do governo britânico e de outras partes interessadas foi fundamental. “Continuamos comprometidos em trabalhar com outras pessoas em toda a comunidade do futebol para encontrar soluções sustentáveis para os desafios de longo prazo que o futebol enfrenta”, escreveu o Manchester United.

Veja a nota da Superliga na íntegra:

“A Superliga Europeia está convencida que o atual status quo do futebol europeu precisa mudar.

Estamos propondo uma nova competição europeia porque o sistema existente não funciona. Nossa proposta se baseia em permitir o esporte a evoluir enquanto gera recursos e estabilidade para toda a pirâmide do futebol, incluindo ajuda para superar as dificuldades financeiras vividas por toda a comunidade do futebol na pandemia.

Também proporcionaria pagamentos de solidariedade materialmente aprimorados a todos os interessados ​​no futebol.

Apesar da anunciada saída dos clubes ingleses, forçados a tomar tais decisões devido à pressão sobre eles, estamos convencidos de que nossa proposta está totalmente alinhada com as leis e regulamentos europeus, como foi demonstrado por uma decisão judicial para proteger a Superliga de ações de terceiros.

Dadas as atuais circunstâncias, devemos reconsiderar os passos mais adequados para reformular o projeto, sempre tendo em mente o nosso objetivo de oferecer aos torcedores a melhor experiência possível e, ao mesmo tempo, valorizar os pagamentos solidários para toda a comunidade do futebol.”

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