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Libertadores: Em noite frustrante, clubes brasileiros não vencem na competição

PALMEIRAS

Foi um jogo diferente, considerando o comportamento normal dos times do Palmeiras escalados por Abel Ferreira. Jogando mais “solto” do que de costume, o Palmeiras poupou alguns atletas, com vistas à final do Campeonato Paulista, e acabou derrotado pelo Defensa y Justicia pela segunda vez como mandante em 40 dias: 4 a 3, hoje (18), no Allianz Parque. Ao contrário da derrota na Recopa Sul-Americana, porém, o Palmeiras não ficou acuado e até mereceu sair de campo com a vitória. Erros de posicionamento e desatenção, no entanto, fizeram com que o atual campeão da Libertadores sofresse sua primeira derrota na atual edição.

O gol da vitória argentina veio aos 48 da segunda etapa, em contra-ataque rápido pela esquerda, minutos depois de Vanderlan ser expulso. Braina Romero, de cabeça, completou cruzamento de Rotondi. Com o resultado, o Palmeiras deixa de ter 100% de aproveitamento, mas permanece na liderança do Grupo A, com 12 pontos. Já o Defensa chega a oito e fica mais próximo da vaga nas oitavas.

SANTOS

Não foram 22 minutos de péssima atuação do Santos na altitude de La Paz. O time tentou jogar, porém a bola mais rápida e o jogo direto do Strongest complicaram demais o frágil sistema defensivo. Principalmente no confronto com o atacante Blackburn, que serviu Reinoso e Willie nos dois gols.

A tola expulsão do zagueiro Castillo ainda no primeiro tempo deixou a disputa mais equilibrada fisicamente, com o Santos trabalhando mais a bola, aproveitando o homem a mais e indo às redes novamente com Felipe Jonatan, que jogou por dentro no segundo tempo, depois da entrada de Copete na vaga do zagueiro Kaiky – Alison recuou para zaga com Luan Peres.

SÃO PAULO

Em uma partida pouco inspirada, a equipe paulista levou um gol de cabeça de Novillo, aos 28 minutos do primeiro tempo. Hernán Crespo chegou a colocar Daniel Alves, voltando de lesão, e Luciano no segundo tempo, mas não adiantou, e o São Paulo viu o fim de sua série invicta na temporada que durou 13 partidas.

A derrota também quebrou um tabu de 49 anos. Desde 1972, jogando contra equipes argentinas em casa, o São Paulo jamais havia sido derrotado. Eram 13 vitórias e 3 empates neste período contra “hermanos” no Morumbi.

Com o resultado, o São Paulo perde mais uma chance de se classificar às oitavas de final e pode ter sua vida complicada no grupo E. O time brasileiro fica nos 8 pontos e vê o Racing (11 pontos) garantir sua vaga.

O Rentistas (3 pontos) enfrenta o Sporting Cristal (1 ponto) nesta quarta-feira. Se os uruguaios vencerem, o São Paulo terá definir sua classificação na última rodada.

Porém, se o Rentistas perder para o Sporting Cristal no Peru, o São Paulo se classifica.

FLUMINENSE

O Fluminense vivia um conto de fadas na Libertadores, mas foi acordado para a realidade da maneira mais dura possível. Bastava um empate para se classificar às oitavas de final, mas velhos e novos erros foram determinantes para a derrota por 2 a 1 para o Junior Barranquilla, no Maracanã. Agora, a conta é simples: terá que pontuar fora de casa, na próxima rodada, para não deixar escapar uma vaga que estava na mão.

O Fluminense segue líder, do Grupo D, mas terá que esperar o resultado de River Plate e Santa Fe, que se enfrentam hoje, para saber a sua real situação. O tricolor decidirá a sua vida no torneio no próximo dia 25, em Buenos Aires, na Argentina.

O futebol é duro com quem não aproveita as chances que cria. No primeiro tempo, foi o que aconteceu com o Fluminense. A escolha de Roger Machado por Cazares e Luiz Henrique surtiu efeito e a dupla — principalmente o atacante — foram responsáveis por acelerar as jogadas. Até então, os melhores minutos da equipe na Libertadores.

Kayky perdeu uma chance clara, de frente para o goleiro. Luiz Henrique, também. Fred viu um chute seu passar perto da trave. Do outro lado, bastou uma bola cruzada na área para o Junior Barranquilla abrir o placar. Valencia subiu entre os zagueiros para abrir o placar.

Foi o suficiente também para desconcentrar totalmente a equipe tricolor. Afobado, tentou o empate de forma desorganizada e pouco levou perigo. Em contra-ataque, Cetré acertou um belo chute para marcar o segundo e praticamente definir a vitória colombiana.

Restou ir para o tudo ou nada para tentar diminuir o placar. Abel Hernandez ainda conseguiu descontar após boa jogada pela esquerda, mas faltou tempo para a equipe tricolor conseguir o empate.

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